Pessoas Fortes Também Sangram
- 28 de abr.
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A força, muitas vezes, é confundida com a dureza do aço ou a imobilidade da pedra. Construímos armaduras de silêncio e sorrisos de conveniência, acreditando que a resiliência é a ausência de fissuras. Mas a verdadeira força não é a imunidade à dor; é a capacidade de sustentar o peso do mundo enquanto o próprio peito estremece.
Pessoas fortes não são feitas de cimento, são feitas de carne, memória e superação. Elas sangram (não apenas no sentido literal, mas na alma) quando as perdas batem à porta ou quando o cansaço de ser o "porto seguro" de todos os outros se torna insuportável. O sangue delas é o preço da sua humanidade; é o lembrete de que, para proteger, lutar ou resistir, é preciso estar vivo e exposto.
Não há fraqueza na cicatriz, assim como não há vergonha na lágrima que cai em segredo.



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